A cidade de Bananal, tombada pelo Patrimônio Histórico é hoje uma estância turística, histórica e ecológica.
    Localizada ao pé da Serra da Bocaina - importante reserva ecológica - possui patrimônio natural invejável, patrimônio histórico e arquitetônico, que no passado lhe fez merecer o adjetivo de "Princesa da Província de São Paulo". Ainda hoje a cidade mantém suas construções oitocentistas e as sedes das fazendas coloniais como imponentes símbolos da nobreza e glória do passado, deixando um testemunho da solidez dessa cidade, que foi a mais rica do Vale do Paraíba durante praticamente todo o século XIX.
    Quem visita a cidade testemunha seus serenos costumes, a excelente qualidade de vida, o clima privilegiado e a beleza de suas paradisíacas cachoeiras como a "Sete Quedas" na Bocaina.
Pode ainda conhecer sua tradicional produção artesanal de artigos de crochê, doces e cachaças e inteirar-se a respeito da história da cidade, que é contada em cada construção, em cada árvore centenária, em cada curva...
    O visitante quando sai da cidade já sente saudades e desejo de voltar.
    O acesso à cidade é possível pela Via Dutra (BR-116) e há ainda a opção de chegar por Queluz e Silveiras-SP, seguindo pela Rodovia Álvaro Brasil Filho (SP-64), acessíveis por Barra Mansa-RJ.
    Seus limites são especificamente os municípios de Resende, Barra Mansa, Rio Claro e Angra dos Reis no estado do Rio de Janeiro, nas direções norte, sul e leste; e Arapeí e São José do Barreiro, no estado de São Paulo na direção oeste.

Breve Resumo: Origem do Nome

    Na Região onde hoje se encontra a estância turística de Bananal, viviam em meados do século XVII, descendentes de antigas etnias indígenas. Em uma dessas etnias está a origem do nome da cidade. A denominação de origem tupi, vem do curso d'água que cruza a cidade, o banani que significa rio sinuoso e era como os índios Puris se referiam ao rio que cortava a região, mas há também outra versão para a origem do nome: teria vindo do antigo pouso do Bananal, no Caminho Novo do Rio de Janeiro, assim conhecido por ter muitas bananeiras.
    Entre o fim do século XVII e início do século XVIII, foi acontecendo a ocupação da região do Vale do Paraíba, pois, sendo uma das principais rotas da passagem do ouro das Minas Gerais.
    Bananal servia de pouso para os tropeiros que viajavam ao Rio de Janeiro.
    Em 1832, Bananal foi elevada a condição de vila e hospedou por duas vezes Dom Pedro II na Fazenda Três Barras.
    Em 1836, Bananal era o segundo maior produtor de café da província de São Paulo.
    Em 3 de abril de 1849, foi criada a comarca de Bananal com muitas comemorações.
    A riqueza dos barões alcançou tanta prosperidade chegando até a ultrapassar a arrecadação da capital.
    O café era comercializado com a Europa e os Estados Unidos.
    Sua riqueza foi sustentada a base mão de obra escrava, investindo os lucros obtidos com o café na compra de mais escravos e na ampliação da lavoura além de ostentar cristais belgas, móveis importados, objetos franceses e as sedes das fazendas se transformaram em palacetes.
    Os barões financiaram obras como a construção bananalense do ramal da Estrada de Ferro que passava pelas fazendas mais ricas e ia até Barra Mansa no Rio de Janeiro.
    Eram feitas festas suntuosas nas fazendas, tinham uma orquestra própria e duas bandas. Por um tempo a cidade teve até sua própria moeda.
    O período de riqueza chegou ao fim impulsionado por fatores como:
- Exaustão da terra explorada ininterruptamente por longo tempo;
- Abolição da escravidão em 1888;
    As fazendas foram sendo vendidas e o gado foi ocupando o lugar do café.
    Houve a decadência e a cidade virou uma cidade morta. Com a abertura da Rodovia Presidente Dutra em 1951, Bananal ficou isolada e economicamente decadente.
    A cidade hoje é voltada para o turismo. Possui um calendário de eventos composto por festas tradicionais, herança cultural e histórica, mantendo vivo o passado e cultivando sua identidade cultural como Carnaval, Feirinha da Roça, Folia de Reis, Festas Juninas e Romarias à cavalo e bicicleta ao Santuário de Aparecida.
    Enfim, Bananal tem valorizado a sua História com a preservação de um Patrimônio Histórico que inclui prédios e locais que protagonizaram um período de muita riqueza e prosperidade para o Brasil, período áureo do café.
    A religião tem um peso grande na região. Os escravos faziam trabalhos para seus orixás e cultivavam a umbanda e o candomblé.
    A Igreja principal da cidade tem como santo Padroeiro Bom Jesus do Livramento, cuja festa é comemorada em 6 de agosto, dia da Transfiguração do Senhor.
    O Brasil ao longo de 500 anos de história construiu sua cultura com a fusão de três raças: o índio, o branco e o negro.
    O sincretismo dessa multicultura deu origem a "cultura brasileira", diferente de todas com características próprias.
    Nas senzalas, os negros dançavam e cantavam não apenas para se divertir ou praticar lutas (a capoeira) mas também para cultuar os seus orixás. Os brancos católicos e senhores não aceitavam os mitos africanos e impunham-lhes os santos católicos. Para poderem continuar realizando os seus cultos, os escravos começaram a colocar nos altares (gongá) estátuas de santos católicos. Com o passar do tempo, nasceu o sincretismo religioso que se harmonizou ao candomblé, umbanda e outras...
    Bananal conta hoje com vários templos e espaços religiosos como a Assembléia de Deus, Adventistas do 7° Dia, Testemunhas de Jeová, Associação Espírita Allan Kardec, Casa Espírita Nosso Lar, Centro de Caridade Joana D'Arc e outros...

Principais Pontos Turísticos

Estação Ferroviária
    Inaugurada em 1° de janeiro de 1889, funcionou por 70 anos, sua estrutura foi fabricada na Bélgica e trazida por ricos fazendeiros. Ela é toda feita de placas de aço pré-fabricadas, almofadadas duplas, para-frisadas, com dois andares e assoalho de pinho de riga. Suas características estão cuidadosamente preservadas. A Bélgica chegou a solicitar sua transferência para lá.     É um dos mais valiosos acervos do município.

Locomotiva
    Próximo a estação está a locomotiva que faz parte de um acerto de 193 máquinas espalhadas em 67 cidades de São Paulo.

Hotel Brasil
    São 13 portas que se abrem para uma sacada e seu pátio permitia manobra de carruagens. O inglês Robert Passing comprou-o e transformou em Hotel, o qual existe até hoje.

Sobrado perto da Igreja
    Construído em 1811, tem portas e janelas lavradas a mão, piso de cobre nas sacadas e uma janela mourisca, representando influência árabe.

Pharmacia Popular
    Chamava-se Pharmacia Imperial, é a farmácia mais antiga do Brasil em funcionamento.
    Seu patrimônio que preserva instrumentos originais até hoje como sais, tinturas e potes de porcelana francesa da época do Império.
    Seu atual proprietário Plínio Graça conserva a fachada, a máquina registradora, a balança, as ânforas e os vidros com pós, raízes e pomadas, potes de porcelana com rótulos dourados à ouro, cristais etc...

Igreja Nossa Senhora do Rosário
    Existente desde o século XIX, possui as imagems de Nossa Senhora do Rosário, de São Benedito e Santa Luzia. É chamada pelo povo de Igreja dos Escravos.

Igreja Matriz do Sr. do Bom Jesus do Juramento
    Construída em 1811 em estilo colonial, possui 12 apóstolos entalhados em madeira.
    Em 1834, passou por uma reforma. As imagens do Sagrado Coração de Jesus e Maria Imaculada esculpidas em pedra de tamanho natural também estão presente na matriz.

Chafariz
    Em 1879, foi colocada a primeira pedra para a edificação do chafariz e em 1880, foi inaugurado com o ato simbólico de abrir a torneira.
    O chafariz é de ferro e é adornado com elementos barrocos.
    Destinava-se ao abastecimento de água pela população.

Sobrado Aguiar Valim
    Um dos mais bonitos conjuntos urbanos de Bananal, sendo de grande interesse arquitetônico.

Fazenda dos Coqueiros
    Foi construída em 1859 pelo casal Major Cândido Ribeiro Barbosa e Joaquina Maria de Jesus.
    Hoje a fazenda pertence a Maria Elisabeth Brum Gomes e Antônio Augusto Ferreira Gomes que permitem a visitação à fazenda que mantém intacta sua estrutura e peças do século XIX e da escravidão.
    Mantém suas senzalas, moinhos e banheiro como antigamente.
    O turismo da fazenda é voltado para o turismo histórico, cultural e pedagógico, além do turismo místico que se desenvolveu com a demanda existente já que as religiões dos escravos têm um peso muito grande na região.

Comemorações

- Bandas de Música da própria cidade animam as festas;
- Carnaval de rua com blocos que desfilam com fantasias originais e anima a festa;
- Folia de Reis: na Serra da Bocaina, dia 6 de fevereiro, a festa é um resgate do passado;
- Semana Santa: é vivida intensamente pela Igreja local e seus fiéis com procissões etc... Na sexta-feira tem um teatro vivo na praça revivendo a paixão de Cristo.
- Corpus Christi: a cidade fica enfeitada com tapetes lindos e a procissão é uma demonstração de fé impressionante;
- As festas juninas no mês de junho são comuns na cidade e nas fazendas;
- Em julho tem a romaria a cavalo, são cavaleiros que vão até Aparecida e voltam. As comemorações da volta começam na Fazenda dos Coqueiros com um almoço e missa, depois continuam na cidade.
- Feirinha da Roça: acontece todo 3° domingo do mês com vendas de produtos artesanais e rurais, e shows com grupos de forró, na praça Rubião Junior. No 2° domingo acontece no Distrito do Rancho Grande, a feira da Roça;
- No dia 10 de julho comemora-se a emancipação político-administrativa de Bananal. As escolas desfilam nas festividades cívicas com a banda da cidade tocando;
- Agosto é um mês cheio de comemorações religiosas. Nele acontece as festas do Padroeiro Senhor Bom Jesus do Livramento, de Nossa Senhora da Boa Morte e Glória. A primeira acontece dia 6 e as outras próximas do dia 15 de agosto;
- 7 de setembro: as escolas desfilam e a Banda Municipal se apresenta;
- Festival da Primavera: acontece em setembro com shows, exposição de orquídeas e plantas ornamentais;
- Outubro: dia da Criança é comemorado com muitas atividades infantis, jogos, competições e brincadeiras.